Com mais um ano pela frente, eu e os restantes papa-filmes devoradores de pipocas aguardamos de forma mais ou menos impaciente pelos filmes que aí vêm... Ora após ter dado uma espreitadela à lista de "upcomings" de 2010, aqui fica uma parte do que se pode esperar do corrente ano cinematográfico...
(As datas são as datas previstas e aproximadas. Se por acaso não coincidirem totalmente com a realidade e alguém se sentir de alguma forma lesado por isso, deixo desde já o aviso que isso me perturba tanto como o arroto de um ácaro quando estou a dormir)
Abril
Ora em Abril estreia um dos grandes blockbusters do ano: Clash of the Titans. Conta (mais uma vez) a história de Perseus (interpretado por Sam Worthington que agora está em todas), filho bastardo de Zeus e de uma mulher terrena cujo nome agora não me recordo nem me importa. É uma das mais conhecidas histórias da mitologia grega. É também mais um dos muitos exemplos da atroz falta de originalidade e de criatividade do cinema dos últimos anos, cuja imaginação e capacidade inventiva parece estar no mesmo estado que um pénis de um idoso incontinente e desdentado. Mas isto não significa que não possa ser um bom filme ou pelo menos umas 2 horas de bom entretenimento.
Também em Abril estreiam o remake de "A Nightmare On Elm Street" (sarcasmo on - mais um ponto para a originalidade do cinema actual, cheio de ideias novas e criatividade - sarcasmo off), e "Harry Brown", um filme na onda dos filmes de Vigilantes dos anos 70 e 80, onde Michael Caine parece ter-se reformado de mordomo do Batman e decidido despachar impunemente uns quantos delinquentes, provavelmente enfurecido, com toda a razão, por modas urbanas ridiculas e irritantes como ouvir música nos telemóveis ou falar propositadamente com sotaque crioulo.
Ainda em Abril chega-nos uma nova adaptação de "Robin Hood", esse velha personagem comunista cuja noção de justiça social consistia em roubar aos ricos para dar aos pobres (militante do bloco de esquerda, portanto). Russel Crowe dá vida à personagem, podendo-se assim esperar um Robin Hood mais arrogante e narcisista que o habitual. Ridley Scott é o realizador, o que por si só faz com que valha a pena dar uma olhadela.
Por fim, temos também "Centurion", onde uma legião Romana estacionada nas ilhas britânicas, provavelmente enfraquecida por ter que beber cházinho e comer ovos e bacon ao pequeno almoço, é dizimada num ataque de bárbaros e hooligans, e os sobreviventes têm que fugir e lutar pelas suas vidas enquanto são perseguidos por bretões liderados por Olga Kurylenko.
Maio
Em maio a figura de cartaz é a sequela de Iron Man. O primeiro filme não me encheu as medidas, longe disso, mas ainda assim lá irei ver este segundo mesmo com baixas expectativas, nem que seja por aparecer lá a Gwyneth Paltrow. Chega também a 3ª sequela de Shrek, o "Shrek Forever After".
Ainda em Maio chega "Prince of Persia: The Sands of Time", um filme que tem 2 ingredientes que geralmente dão caca, seja juntos ou em separado: ser uma adaptação de um jogo de computador ao cinema e a presença de Ben Kingsley, que parece ter-se transformado numa espécie de tumor careca cuja presença transforma desde há muitos anos todos os filmes em que aparece em excrecências intestinais.
Junho
Em Junho chega-nos "Grown Ups", mais uma comédia descartável com Adam Sandler, o remake (estou cada vez mais pasmado com tanta originalidade) de Karate Kid, aquele filme dos 80's em que um velhote Japonês (ou algo lá perto, afinal são todos amarelos e de olhos tortos) decide dedicar um pouco do seu tempo, onde alternava entre cultivar bonsais e reparar torneiras, a ensinar (com sucesso relativo) um puto parvo daqueles a quem roubavam o bolicao na escola a ganhar tomates e defender-se, e pelo meio até mesmo pinar a Elisabeth Shue.
Neste mês chega também a adaptação ao cinema de "the A-Team". Ficamos a aguardar também, quem sabe, pelas adaptações de "O Justiceiro", "McGyver" e especialmente "Baywatch".
Aparece também "Splice", um filme que tem como premissa um grupo de cientistas que consegue combinar DNA de criaturas diferentes de forma a criar híbridos.
Julho
Em Julho o prato mais apetitoso parece-me ser "Predators", a muito ansiada (pelos fãs, myself included) sequela de "Predator". Nesta sequela, produzida por Robert Rodriguez, um grupo de pessoas é deixado num planeta alienígena para servir de caça aos nossos velhos amigos... Depois do festival de coprofagia que foi assistir a "Alien Vs Predator" e correspondente sequela, é difícil ter-se esperança e entusiasmo para isto, mas quem sabe não tenhamos uma surpresa.
Este mês estreia também "Salt", novo filme de acção protagonizado por Angelina Jolie, e "The Sorcerer's Apprentice", protagonizado por Nicholas Cage, este fantástico actor de 2 dimensões cuja carreira alterna de forma errática entre o razoável e o péssimo (tal como os filmes onde entra).
Por fim, M. Night Shyamalan apresenta-nos a sua nova criação, "The Last Airbender". O realizador monhé tem andado muito em baixo de forma nos últimos filmes, provavelmente por passar mais tempo a comer chamuças e vender ramos de flores do que a escrever os guiões. Esperemos que este seja uma espécie de renascimento do realizador que já provou ser capaz de melhor do que "The Happening" ou "Lady in the Water".
Agosto
Novo mês, novo remake. Desta feita é "Piranha 3-D", um remake do filme de série B dos anos 70. A premissa é simples, um cardume de sanguinárias piranhas aparece num local despropositado e desata a comer a população que, por algum motivo, insiste em ignorar os avisos e tomar uma banhoca em águas infestadas de dentes aguçados.
Chega também "The Expendables", um filme de guerra realizado por Sylvester Stallone, onde um grupo de veteranos (e veteranos é a palavra certa como explicarei a seguir) ruma a um qualquer cu de judas na américa do sul para derrubar um ditador qualquer que certamente fardará à militar e fumará charutos. Agora repare-se bem no elenco: Sylvester Stallone, Dolph Lundgren, Mickey Rourke, Arnold Scharzenegger, Danny Trejo, Bruce Willis e Jet Li. Sabemos de antemão que metade do orçamento foi para pagar a uma legião de ortopedistas que cuidaram desta brigada do reumático durante a rodagem.
Setembro
No fim do verão, chega mais um capítulo de Residente Evil, "Afterlife 3-D", e mais um filme da época do império romano, "The Eagle of the Ninth", que conta a história da busca pela desaparecida águia dourada que era o estandarte da 9ª legião. Surge também um thriller com uma premissa interessante, "Buried", sobre um homem que acorda dentro de um caixão e tem que se fazer desenterrar utilizando apenas um isqueiro e um telemóvel (isto para o McGyver era peanuts). Por que carga de água é que alguém é enterrado dentro de um caixão com isqueiro e telemóvel é algo que me transcende, mas pode estar aqui a explicação para a existência de pessoas que dizem poder falar com os mortos...
Novembro
Em Outubro não aparece nada de relevante, logo salto directamente para Novembro onde surge mais um capitulo da intrminável saga de Harry Potter. O meu gosto pessoal pela ficção e pela fantasia (porque farto de realidade estou eu já que levo com ela todos os dias) leva-me a ver sempre os filmes de Harry Potter, apesar de normalmente adormecer a meio o que leva a que nunca saiba bem (nem me importe muito com) o que se está a passar. Sigo estes filmes com uma espécie de interesse desinteressado, sem saber bem quem e o que são e mesmo como se chamam a maioria das personagens. Este novo capítulo intitula-se "Harry Potter and the Deathly Hallows: Part I". "Part 1" porque aparentemente se achou que 2 horas e meia não é suficiente então os próximos 2 capitulos são na realidade apenas um filme, sendo que a parte 2 apenas sairá para o grande ecrã no ano seguinte. A premissa é simples e igual a todos os capítulos anteriores: Voldemort regressa pela 498576ª vez, e Harry Potter, no seu 43134º ano na escola de Hogwarts, tem de o derrotar. Entretanto, Hermíone continua à espera que o caixa de óculos lhe salte para cima mas mais uma vez ele preferirá ficar a brincar sozinho com a sua varinha.
Em Novembro surge também o thriller "Unstoppable", em que uma companhia ferroviária tenta parar um mosntruoso comboio de 800 metros carregado de gás venenoso e substâncias explosivas e que por alguma razão está sem condutor (se fosse em Portugal seria provavelmente devido a uma das inúmeras greves da função pública).
Dezembro
Por fim chegamos ao último mês e aos blockbusters natalícios. Em primeiro surge mais uma sequela, "The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader". Ora se o primeiro filme desta saga de fantasia ainda despertou alguma curiosidade e até era razoável, já o segundo entrou directamente para a zona de reciclagem das minhas memórias, logo a expectativa é nula. Contudo, pelas mesmas razões que me fazem ver os filmes do Harry Potter, lá irei eu ver isto, provavelmente num domingo à tarde onde uma sesta sabe sempre bem.
Nesta saga, um grupo de putos parvos, a quem é frequentemente dito que são muito importantes e relevantes por animais que revelam ter um QI imensamente superior ao combinado do grupo de amigos, embarcam num qualquer navio, o "Dawn Trader". Os pirralhos que protagonizam a série continuarão a parecer, vestidos com os trajes de Nárnia, putos otários e desdentados numa qualquer festa de carnaval de uma escola preparatória, e continuarão a ser tratados como figuras importantes e essenciais, um pouco à imagem de Frodo, o meia leca parvo e inútil que por alguma razão que não consigo entender, é a figura central de "O Senhor dos Anéis" embora esteja rodeado de inúmeras personagens muito mais meritórias, com muito mais e melhores qualidades, e muito mais dignas de realce. Frodo apenas serve para ser salvo inúmeras vezes e nem consegue desempenhar no fim a sua pesadissima tarefa de carregar um anel de 50 gramas e atirá-lo para um buraco, tendo que ser o seu amigo Sam a carregá-lo às costas.
Em Dezembro surge também a adaptação ao cinema de um super-herói da banda desenhada, "The Green Hornet".
Por fim, o grande blockbuster do ano, a sequela de Tron intitulada "Tron: Legacy". Tem tudo para ser, tal como Avatar tinha no ano que passou, a grande bomba ou a grande banhada do ano. Se Avatar resultou numa grande banhada, esperemos que Tron Legacy seja uma grande bomba. Ou pelo menos que não envergonhe o Tron original, que é um dos maiores clássicos de sempre da ficção científica.
Agora é esperar e comprar as pipocas...
segunda-feira, 15 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
E meter gota, não?!
Acabei de chegar a casa, hora e meia depois de sair do trabalho, após miseravelmente ter deixado acabar a gasolina da mota à saída da A5, no sopé dos cabos d'ávila a cascos do posto mais próximo, no alto duma ingreme subida de 2 quilómetros...
Enquanto fazia contas à vida, depois de num misto de falinhas mansas e vigorosos abanões tentar convencer sem sucesso o meu desidratado corcel a andar só mais um bocadinho que fosse, eis que dos obscuros céus desce montada num majestoso unicórnio de 2 rodas uma muy adorável senhora, um verdadeiro anjo da guarda enviado pelos deuses, que me levou até posto.
Comprei e despejei um garrafão de 5 litros de mal empregue água, enchi-o com aquela preciosa poção mágica conhecida entre os comuns mortais como "sem chumbo 95", e toca de descer aquilo tudo até à mota, capacete numa mão e garrafão na outra, pela beira da estrada, olhando o horizonte em busca do meu fiel mas desidratado puro-sangue oculto pelas sombras...
Por fim, num misto de nervos e alívio celestial, esqueci-me de tirar o cadeado da roda e quase me espalhava ao comprido ao tentar arrancar...
Mas fora isto, até foi um dia fixe...
Enquanto fazia contas à vida, depois de num misto de falinhas mansas e vigorosos abanões tentar convencer sem sucesso o meu desidratado corcel a andar só mais um bocadinho que fosse, eis que dos obscuros céus desce montada num majestoso unicórnio de 2 rodas uma muy adorável senhora, um verdadeiro anjo da guarda enviado pelos deuses, que me levou até posto.
Comprei e despejei um garrafão de 5 litros de mal empregue água, enchi-o com aquela preciosa poção mágica conhecida entre os comuns mortais como "sem chumbo 95", e toca de descer aquilo tudo até à mota, capacete numa mão e garrafão na outra, pela beira da estrada, olhando o horizonte em busca do meu fiel mas desidratado puro-sangue oculto pelas sombras...
Por fim, num misto de nervos e alívio celestial, esqueci-me de tirar o cadeado da roda e quase me espalhava ao comprido ao tentar arrancar...
Mas fora isto, até foi um dia fixe...
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